quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

'Para onde vamos, não precisamos de estradas'


Depois das festas, da comilança de Dezembro (medo da balança) e de toda aquela correria que o último mês do ano sempre trás, me deparei com um momento bem feliz: FÉRIAS! E para aproveitá-las bem, resolvi fazer algumas pequenas maratonas, começando por 'De volta para o Futuro' ou Back to the Future, que é uma trilogia norte-americana que teve seu primeiro filme lançado em 1985 (Estamos falando de um "quase" trintão). 
A franquia é dirigida por Robert Zemeckis e escrita por Bob Gale que, após encontrar o anuário escolar de seu pai, imaginou se seriam amigos se houvessem estudado juntos e, contando a Zemeckis seu conceito, os dois escreveram o roteiro do primeiro longa. 
Os filmes contam a história de Marty McFly, um adolescente que volta no tempo de '85 para '55 no primeiro longa (Bora rever mamãe e papai?), em seguida vai ao futuro em 21/Out/2015 (Oia que já já ele aparece entre nós!) e volta a '55 para consertar umas coisinhas, tudo no segundo filme que termina de uma forma bem maligna para os curiosos (como eu!) que devem ter ido aos cinemas em 1989 e tiveram que aguardar a resolução de tudo, no terceiro filme, que é ambientado em 1885 e estreou 6 meses depois do segundo, em 1990. 
Falar de De Volta Para o Futuro, pra mim se resumiria em uma palavra... CRÁÁÁÁÁSICO!... Afinal, a produção é só de um tal Steven Allan Spielberg, mas verdade seja dita, antes de ser induzida a assistir o primeiro filme, eu achava o título horrível (Eu sei! Eu sei! mereço uns cascudos) e hoje em dia nem me lembro do por que de ter achado ruim, mas venhamos e convenhamos, a ideia de um guri viajando no tempo a 88 Milhas por hora (144 km/h) em um carro que foi transformado em máquina do tempo por um amigo cientista parece um prato cheio para desastre, enfim, voltando à trilogia, De Volta Para o Futuro é um clássico filme dos anos 80, com uma tecnologia de efeitos que surpreendiam para a época. O roteiro é um dos motivos da minha paixão pela franquia, ele é tão detalhado e interligado que me deu a sensação de o terem escrito por inteiro e só depois de pronto, dividido em 3 partes. Vale ressaltar que a série influencia ou é citada até hoje, como em 'Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola'. 
Os 3 longas tem cerca de 5h30m (te garanto, caro leitor, que serão as 5h30 mais rápidas que você já viveu). Os filmes são envolventes de uma
forma leve, fazem com que identifiquemos pequenos detalhes que terão importância em outros acontecimentos. Não é a toa que o filme é figura certa em muitas listas de 'filmes indicados' afinal, só o primeiro longa rendeu mais de US$ 380 milhões em bilheteria. No aniversário de 25 anos (Out/2010) o filme foi restaurado e remasterizado para um relançamento especial nos Estados Unidos e no Reino Unido que coincidiu com o lançamento da trilogia em Blu-ray (só para constar que aceito como presente, Ok?). Para a comemoração de 30 anos, a
Universal Pictures irá relançar o filme com orquestração ao vivo. O longa será exibido sem a trilha sonora, para que uma orquestra possa tocar as faixas criadas por Alan Silvestri. A orquestra também irá apresentar 15 minutos de músicas inéditas que o compositor criou especialmente para o evento. Um musical baseado no filme também é planejado para 2015. 
Como citei, 'De Volta Para o Futuro' poderia ter sido um desastre se, o guri viajante do tempo não fosse Michael J. Fox, se o carro que fora transformado em máquina do tempo não fosse um DeLorean DMC-12 e o cientista amigo não fosse Christopher Lloyd. A trilogia é divertida, de uma forma que só os clássicos dos anos '80 conseguem ser, em 'De Volta para o Futuro' podemos encontrar um cachorro que viaja no tempo, uma citação um tanto satírica de uma obra do próprio produtor da franquia e uma singela homenagem a um importante ator em uma volta ao faroeste. 
Como Zemeckis e Bob Gale já declararam que não pretendem fazer um novo filme da franquia vamos começar o ano aproveitando esse clássico que também nos remete ao futuro afinal, “... O seu futuro é o que você fizer dele. Então faça-o bem!"